Renovação nas assembleias legislativas cai em 17 estados e no DF
Cláusula de barreira e maior investimento em candidatos que disputaram reeleição estão entre possíveis explicações
Por Julia Noia — Rio
16/10/2022 04h31 Atualizado há 5 horas
Instalações da Assembleia Legislativa do Rio, AlerjInstalações da Assembleia Legislativa do Rio, Alerj Fabio Rossi/Agência O Globo
Legislativos de 17 estados e do Distrito Federal tiveram renovação menor que em 2018, quando houve uma mudança notável no perfil de deputados eleitos em todo o país. Levantamento do GLOBO, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que as assembleias legislativas de Espírito Santo e Minas Gerais são aquelas em que a composição se manteve mais próxima à atual — dois a cada três deputados se reelegeram.
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Segundo turno: O que você precisa saber?
Há quatro anos, a onda bolsonarista aumentou as taxas de renovação pelos estados e no Congresso, tendência que não se manteve neste pleito.
Outra explicação para o percentual menor de renovação na maioria das unidades da federação é a implementação de novas medidas no sistema eleitoral, como a cláusula de barreira, que cria dispositivo para restringir a atuação de partidos políticos que não conseguirem atingir um quociente mínimo de votos para a Câmara Federal, e o uso do fundo partidário, que pode favorecer nomes mais consolidados.
— Tivemos mudanças na regra de distribuição das sobras (de votação), o financiamento de campanha ficou muito controlado por lideranças partidárias e políticas. Isso se soma ao fim das coligações da forma como era antes, que trazia muita gente nova. Esses são os principais elementos que explicam porque não tivemos tanta renovação quanto antes — diz o cientista político Bruno Bolognesi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
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